a revolução ao mar
há quem se constitua chamando a si as brechas
as fendas no miolo das mãos
que tudo largam e libertam
para que se diluindo sós se encontrem em tudo
há quem seja o miolo do mundo
que compreendo o interior do fruto
se refugia no canto da pele
há quem se marque profundo
como faca em árvore antiga
escrevendo: aqui me perdi
e há quem roube barcos e avance
em direcção ao mar
sítio sem fundo nem princípio
oco do mundo
e linhas de costa para sonhar.
❝ There are days that walk through me
and I cannot hold them. ❞
and I cannot hold them. ❞
— Katherine Larson, “The Gardens in Tunisia” (via kyrrd)
❝ Eu sou vários. Há multidões em mim.
Na mesa de minha alma sentam-se muitos, e eu sou todos eles.
Há um velho, uma criança, um sábio, um tolo.
Você nunca saberá com quem está sentado ou quanto tempo
permanecerá com cada um de mim.
Mas prometo que, se nos sentarmos à mesa, nesse ritual sagrado
eu lhe entregarei ao menos um dos tantos que sou, e correrei os
riscos de estarmos juntos no mesmo plano.
Desde logo, evite ilusões: também tenho um lado mau, ruim,
que tento manter preso e que quando se solta me envergonha.
Não sou santo, nem exemplo, infelizmente.
Entre tantos, um dia me descubro, um dia serei eu mesmo,
definitivamente.
Como já foi dito: ouse conquistar a ti mesmo. ❞
Na mesa de minha alma sentam-se muitos, e eu sou todos eles.
Há um velho, uma criança, um sábio, um tolo.
Você nunca saberá com quem está sentado ou quanto tempo
permanecerá com cada um de mim.
Mas prometo que, se nos sentarmos à mesa, nesse ritual sagrado
eu lhe entregarei ao menos um dos tantos que sou, e correrei os
riscos de estarmos juntos no mesmo plano.
Desde logo, evite ilusões: também tenho um lado mau, ruim,
que tento manter preso e que quando se solta me envergonha.
Não sou santo, nem exemplo, infelizmente.
Entre tantos, um dia me descubro, um dia serei eu mesmo,
definitivamente.
Como já foi dito: ouse conquistar a ti mesmo. ❞
— Nietzsche (via trechosdaliteratura)